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Gralha azul é o nome dado
a uma linda córvida que motivou no Paraná, a tradição de plantadores de
pinheiros, enterrando as sementes com a ponta mais fina para cima e devorando a
cabeça, que seria a parte apodrecível. Não deve ser abatida e é comumente
respeitada pelo povo como ave protetora dos pinheirais.
E os pinheiros
vão nascendo.
"Do pinheiro nasce a pinha, da pinha nasce o pinhão, do pinhão
nasce o pinheiro..."
Pinhão que alegra as nossas festas, onde o regozijo
barulhento é como um bando de gralhas azuis matracando nos galhos altaneiros dos
pinheirais do Paraná. Seus galhos são braços abertos, permanentemente abertos,
repetindo às auras qual o emblema que embala o Meu convite eterno "Vinde a Mim
todos..." A gralha por alguns instantes atingiu as alturas. Que surpresa! Onde
seus olhos conseguiam ver o seu próprio corpo, observou que estava todo azul,
somente ao redor da cabeça, onde não enxergava, continuou preto. Sim preto,
porque ela é um corvídeo. Ao ver a beleza de suas penas da cor do céu, voltou
célere para os pinheirais, tão alegre ficou que seu canto passou a ser
verdadeiro alarido que mais parece as vozes de crianças brincando. A gralha azul
voltou, alegre e feliz iniciou o seu trabalho, de ajudante
celeste.